
#1 DOCUMENTÁRIO - GUSTAVO NET (GUTI) - ''VIVENDO O SKATEBOARD''
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Começamos essa série de entrevista com o skatista Gustavo Net, mais conhecido como Guti, que trouxe a visão desse mundo pra gente. Ele começa contando que aprendeu a andar de skate com 5 anos e desde então nunca parou (a não ser pelas vezes que ele se machucou). Com o tempo, começou a participar de competições e hoje carrega nas costas a satisfação de ter conhecido muitos dos skatistas que ele admira.
O esporte radical vem se popularizando desde sua criação no fim dos anos 50 e, em 2016, alcançou 8,5 milhões de pessoas,
número que vai crescendo a cada dia. Guti explica que, apesar de individual, o esporte tem uma comunidade muito presente que se baseia na humildade, na união e na solidariedade. "O skate que não estende a mão, não vai dar certo" comenta.
A cultura do skate vem sendo estereotipada como vagabundagem e ilegalidade, mas não é bem assim. Sua origem se deve a irreverência de surfistas que não tinham ondas pro surfe e decidiram transgredir tudo já pensado e colocar as manobras no chão, nas piscinas vazias e depois nas ruas. A rebeldia do skate se torna uma arma poderosa quando trazida pro mundo real, quando se questionam as regras, os costumes, a linguagem, mas isso de rebelde sem causa não se aplica tão bem. Eles usam esse combustível para construir um espaço de aceitação, de expressão.
No meio dessa revolução, os skatistas criaram uma família, uma rede de apoio e incentivo, e Guti relembra que diferente de esportes competitivos em que, enquanto um ganha, o outro perde, no skate "você se motiva com o sucesso do outro". A inclusão é um ponto essencial, assim como a determinação e o treino que custaram a chuteira do entrevistado na infância.
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O skatista relembra que aprendeu grandes lições no esporte como a se manter humilde independente de onde chegar e a valorizar a liberdade. Essa palavra que tantos falam, mas poucos vivem foi retratada quando Guti diz que "o skate te liberta de si". Entender o ciclo de idas e vindas da vida se compara ao aprendizado de ganhar e se afastar de amigos dentro desse ciclo. Apesar disso, ele desenvolveu a maturidade para guardar na mente e no coração as memórias e a gratidão por terem acontecido.
Assim como na vida, as coisas dentro da pistas são programadas e previsíveis, mas a realidade das ruas depende de muita criatividade e autenticidade, mas é preciso muito mais do que isso para você ser quem é. É necessário coragem, entender que, quando você está em cima do shape, não se pode ter medo de cair. E foi esse brilho nos olhos destemido que inspirou a low life a dar esse espaço para Gustavo Net.
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pra todos que nos inspiram. "Entender o mundo do outro" nas palavras dele é o que fazemos. Para a low life, o skate não é só um hobby, é uma forma de ver o mundo, uma filosofia que te ensina a viver em qualquer realidade com leveza, honestidade e felicidade. Be different. Be low life.
Assim como nós, Guti acredita na importância de ser genuíno e é nosso papel acreditar e validar quem vive a sua verdade, dar espaço

